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terça-feira, 23 de julho de 2013

Um quarto do sódio ingerido no Brasil vem de comida processada



É o sal de cozinha, e não a comida industrializada, a principal fonte de sódio dos brasileiros. Ele responde por 71,5% do total do nutriente ingerido no país.
A conclusão é de estudo da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) com base em dados do IBGE de 2008 e 2009, obtido com exclusividade pela Folha. Os resultados têm aval do Ministério da Saúde.
Cada brasileiro consome, em média, 4,46 gramas de sódio por dia-o equivalente a 11,38 gramas de sal. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde é menos da metade: 5 g de sal (equivalente a 2 g de sódio). 



O nutriente é associado a maior risco de pressão alta e de doença cardiovascular.
Os produtos da indústria responderam por 23,8% do total da ingestão de sódio. "Essa acusação pesada em cima de nós, de que respondíamos por 80% do sódio consumido, se mostrou inverídica. Os dados do IBGE são insuspeitos", afirma Edmundo Klotz, presidente da Abia.
Segundo ele, as constatações do estudo não alteram o acordo com o Ministério da Saúde de reduzir 20.491 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020.
Pelo cronograma, o macarrão instantâneo deve estar hoje com 32,4% a menos de sódio, e a margarina vegetal deve chegar ao fim do próximo ano 57% menos salgada.
Eduardo Nilson, coordenador substituto de alimentos e nutrição do Ministério da Saúde, diz que Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já está recolhendo amostras e verificando rótulos para checar se o acordo está sendo cumprido.
Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as metas estabelecidas são "tímidas", mantendo o consumo de sódio elevado e com pouca alteração do cenário atual do mercado.


Sophie Deram, nutricionista do ambulatório de obesidade infantil do HC da USP, levanta uma outra questão: alimentos que ficaram fora do acordo, como alguns refrigerantes e sucos diet e light.
"São supostamente saudáveis, mas estão cheios de sal. A indústria baixou os níveis, mas há ainda muito sódio escondido", afirma.
Nilson, do ministério, diz que, em um primeiro momento, houve a necessidade de priorizar alimentos industrializados mais consumidos, mas que outras categorias podem entrar em acordo futuro.
Segundo o estudo da Abia, a maior parte do sódio foi consumida nas residências, sendo 59,7% do sal de cozinha. Outros 11,8% vieram do sal adicionado à alimentação fora de casa.
"Foi uma surpresa a indústria responder só por um quarto do sódio, e o sal de cozinha ser o grande vilão", afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC.
Na sua opinião, fica evidente a necessidade de campanhas públicas para a redução do sal no preparo e no consumo de alimentos. O ministério diz que já existem campanhas do gênero voltadas para mães e escolares.
"A população tem tendência de colocar muito sal nos alimentos e ainda adicionar mais quando come fora", afirma Sophie Deram, francesa.
Alguns restaurantes de São Paulo já estão retirando o sal da mesa, e só o colocam à pedido do cliente. O advogado Carlos Nunes, 56, diz que se surpreendeu com a novidade em um restaurante do Itaim (zona oeste de São Paulo).
"Colocava sal antes mesmo de experimentar a comida. Agora penso duas vezes."
A região Norte registrou o maior volume de consumo de sódio do país, com 5,41 g por habitante por dia (13,8 g de sal). Só o sal de cozinha respondeu por 10,8 g. Já no Sudeste, os alimentos industrializados foram responsáveis por 29,6% do sódio ingerido.
 Matéria da Folha.com

 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

SAL escondido nos alimentos

Boa Tarde Queridos,
Todos sabemos que sal faz mal!
Mas será que sabemos o quanto tem sal tem escondidos nos alimentos????

Vale lembrar que a quantidade de sódio recomendada para um adulto é de 2000mg por dia!
E ai? Quanto de sal você está consumindo???


Variações de sódio nos produtos analisados. Provando que o mesmo produto pode variar na quantidade de sódio dependendo da marca!



Detalhe no macarrão instantâneo: sempre ouço pacientes dizerem: Mas Dra, eu não coloco o temperinho!


terça-feira, 3 de abril de 2012

Por que reduzir o sal no prato do seu filho


Olá Queridos,
Vi essa matéria na revista Crescer e achei bem jóia!
Dêem uma olhada:

Pães, cereais, biscoitos, sucos e bolos industrializados. Essa lista faz parte da alimentação do seu bebê? Então, atenção. Ele pode estar consumindo mais sódio do que o necessário e, segundo uma pesquisa norte-americana, aumentando o desejo por comidas salgadas. E quanto mais sal na alimentação, você já sabe, maior são os riscos de hipertensão, problemas cardíacos e até derrame na fase adulta.

Para descobrir quando as crianças passam a gostar do sabor salgado, pesquisadores do Centro de Ciências Químicas Monell, na Filadélfia, nos Estados Unidos, fizeram um estudo pioneiro com 61 bebês de 2 meses e depois repetiram quando as crianças completaram 6 meses. Nos dois momentos, eles ofereceram três mamadeiras aos bebês. Uma com água, outra com uma solução com 1% de sal e a última com uma solução com 2% de sal.

Para analisar a preferência pelo sal de cada criança, pesquisadores compararam quais das mamadeiras eles tomaram por mais tempo. Os bebês foram categorizados por suas preferências. Se eles tomaram mais da mamadeira com mais sal, se rejeitaram a com sal e tomaram mais água e, por fim, se tomaram a mesma quantidade de cada mamadeira.

Aos 2 meses, os pesquisadores perceberam que os bebês foram indiferentes à solução com 1% de sal e rejeitaram a solução mais salgada. Mas, aos 6 meses, quando repetiram o experimento, os cientistas notaram que as crianças tinham desenvolvido um gosto maior por sal e preferiram a solução com 2% de sódio. Isso aconteceu principalmente com aquelas, cujos pais já haviam incluído pães, bolachas e bolos na alimentação. Os bebês que continuavam comendo frutas e verduras, sem acréscimo de sal, preferiram a mamadeira com água.

Segundo a cientista Leslie Stein, autora do estudo, quanto mais os pais puderem evitar a introdução de produtos industrializados e o acréscimo de sal na alimentação da criança, menor será a preferência dela por sal e, por consequência, menores serão as chances de desenvolver problemas por conta do excesso de sal no futuro.

É importante reforçar que os bebês não sentem falta de sal na comida. O leite materno e as fórmulas têm sabores adocicados. As primeiras papinhas são feitas com frutas. Ou seja, o bebê pode até estranhar o sabor salgado (lembra da careta que ele fez a primeira vez que comeu uma papa salgada?). Por isso, você não precisa acrescentar sal na comida do seu filho. “Se possível, prefira legumes mais doces, como mandioquinha e beterraba para preparar a primeira papinha. E não esqueça que ela deve estar insossa para o seu paladar, mas vai estar ótima para o seu bebê, pois os alimentos já têm a quantidade necessária de sódio que seu filho precisa”, diz o pediatra Ricardo Luiz Fonseca, do Hospital Santa Catarina (SP).

E quando não tiver mais jeito de fugir dos alimentos industrializados, use a regra dos 6%, como ensina Fonseca. “Na hora de comprar os produtos, dê uma olhada no rótulo e veja se a quantidade de sódio que ele tem é menor ou igual a 6% da alimentação diária. Dessa forma, você garante que seu filho não exagere no sal e não precisa ficar fazendo conta em frente a cada prateleira”, completa.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Indústria e governo anunciam acordo para reduzir sódio nos alimentos

Olá Pessoal,

Uma notícia ótima!!! Ontem no Jornal Nacional, eles falaram de um acordo feito com a industria para reduzir a quantidade de sal nos alimentos industrializados.

Até 2014, o pão francês deve ter 10% menos sódio. Maionese, 33%. Nos bolos prontos e biscoitos, a redução deve chegar a 56%. Para batata frita e batata palha, salgadinho de milho e mistura para bolo, os cortes variam de 17% a 60% até 2016.

Para ver a noticia clique aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Redes de fast food investem em cardápio com opções 'saudáveis'

As redes de fast food, principalmente o McDonald's, estão divulgando a redução dos teores de sal e gordura em seus lanches.
A mudança envolve a inclusão de saladas, sucos, legumes e frutas no cardápio. Bob's e Burger King também oferecem saladas e sanduíches menos calóricos do que as opções clássicas.
Especialistas em nutrição, no entanto, afirmam que as mudanças são tímidas.
A rede McDonald's incluiu quatro fatias de maçã como sobremesa em seu McLanche Feliz. A batata frita do lanche infantil ganhou uma versão reduzida, com menos de cem calorias, cerca de metade do que havia na porção original. É possível substituir a batata por palitinhos de cenoura e o refrigerante por suco.
Para a nutricionista Daniela Jobst, esse tipo de alteração não deve ser suficiente para mudar os hábitos do consumidores. "Quem vai até uma rede de fast food não vai para comer frutas".
Segundo Jobst, a oferta de pedaços de maçã também não compensa ao lado de uma refeição composta por hambúrguer e fritas.
No Bob's, os lanches mais saudáveis levam pão integral e peito de peru. No Burger King, o cliente pode optar por água de coco em vez de refrigerante.

MENOS SAL
Uma das principais mudanças no conteúdo dos lanches é a redução da quantidade de sódio (componente do sal). O McDonald's reduziu em 15% o sódio de seu Big Mac. Nos nuggets de frango, o corte foi de 10%.
O Bob's afirma que está estudando reduções nessa mesma direção. Segundo o Burger King, os nuggets já tiveram o sódio reduzido.
De acordo com a nutricionista, o corte do sódio é o ponto positivo das mudanças no fast food. Consumido em excesso, o sódio aumenta o risco de hipertensão, derrame, infarto e doenças renais.
O brasileiro consome 8,2 g de sal por dia (3,3 g de sódio) em média, mas as recomendações internacionais são de um máximo de 6 g (2,4 g de sódio).

SALADA SAUDÁVEL
A opção pelas novas saladas incluídas nos cardápios pode ser uma saída para quem frequenta o fast food, mas é preciso atenção à armadilha do molho. A nova salada do McDonald's tem mais tipos de folhas e tomate. Sozinha, tem só oito calorias e 21 mg de sódio.
O molho, porém, pode mais que dobrar o número de calorias do prato. "Esses molhos também são cheios de espessantes, gorduras, conservantes, açúcar e sal", afirma Jobst.
Para Daniel Magnoni, nutrólogo do Hospital do Coração, a mudança nos cardápios pode ser um passo no combate da obesidade infantil. "Mas não adianta oferecer, é preciso educar para escolhas mais saudáveis."
Para minimizar os efeitos do fast food, ele recomenda escolher os sanduíches com mais salada, sucos em vez de refrigerantes, batata com menos sal e pão integral.







Editoria de Arte/Folhapress